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Escrevo essas linhas no dia 19/06/2011. Hoje eu e melhor amigo
Mark Hulliver tivemos nossas primeira viagem independente pelas estradas. Sai
de casa, com o carro do meu pai, dizendo que ia na casa do Mark apenas pegar
uma folha que eu havia esquecido. Mas na verdade nós tínhamos combinado tudo no
dia anterior de viajar, pra um lugar um pouco perto, onde desse para nós voltar
ainda no mesmo dia. Combinamos de irmos para o salto do Itiquira. Segundo
constava no site essa cachoeira é o ‘salto’ mais alto acessível do Brasil.
De principio tivemos que deixar o Joseph (amigo da mãe do Mark)
na casa do tio dele. Chegando lá, a viagem atrasou um pouco devido às
conveniências e formalidades de encontros casuais. Sem falar que tivemos que
espera um ‘cara’ que estava indo pro Guará e o tio do Mark pediu, educadamente,
que descermos uma carona para ele. Atrasamos mais ainda por causa disso até que
deu a hora de finalmente partimos.
O carro saiu quase ‘zerado’ de Gasolina. Era pra abastecer
apenas 10 reais, mas como não tínhamos tempo de abastece em outro lugar
colocamos logo 50 reais para não atrasar a viagem. O foda é que meu cartão não
passou devido ao limite que não sei como conseguir a proeza de estoura antes do
mês acabar e o Mark tinha esquecido a carteira dele com o cartão em casa, ainda
bem que resolvemos abastecer em um lugar perto de onde moramos. Se fosse em um
lugar mais longe teríamos nos ferrado direitinho. Mas felizmente a
bondade em nosso coração nos salvou, o rapaz que haviamos dado carona
emprestou-nos o dinheiro para pagar o combustível. Em seguida passamos no
apartamento do marcos, pegamos algumas coisas que faltava junto com a carteira,
passamos no banco, pagamos o ‘cara’ e fomos embora.
Nossa ideia era simples e anormal, “como sempre.” Usar o Ipad
como GPS, traça a rota e seguir por pontos chaves nas estradas até chegar ao
nosso destino. Não tínhamos nunca indo pra lá sozinhos e mal sabíamos ir de uma
cidade a outra, quanto mais achar uma cachoeira no meio do nada. Mas mesmo
assim fomos, era uma viagem curta de cerca de duas horas. Mas o ‘porém’ é que
era pra nós saímos onze hora da manha, e era quase uma e meia da tarde e ainda
estávamos em Samambaia. “mas que se dane o mundo, vamos assim mesmo” era a
única coisa na nossa cabeça naquele momento. Traçamos uma rota no Ipad que
passasse pelo Guará, o rapaz ia ficar lá. Pegamos estrada pela EPTG,
deixei o moço em uma parada na entrada do Guará. E seguimos. Traçamos a rota
cortando o sudoeste que passasse pelo cruzeiro e depois agua mineral seguindo
pra sobradinho.
O carro que nós estávamos não tinha som, estava velho e no dia
passado ele tinha desligado sozinho, a única forma de fazer ele andar novamente
foi apenas na “ligação direta”; da bateria pra Bobina principal onde se encaixa
as velas do carburado. Ainda bem que meu pai havia me ensinado a fazer isso, o
carro era um Fiat Uno velhíssimo, mas até conservado pro ano dele. Dai o meu
maior medo, o carro quebrar e deixar nós no prego no meio do nada. Mas mesmo
assim, arranhando macha a 130 Km/h nós fomos. Alias, tínhamos tudo o que
precisávamos dentro do carro; fio pra fazer ligação direta, dois notebooks com
internet 3G, um Iphone, Celular com crédito, Ipad, cartão de credito, roupas,
tocador de mp3, GPS e duas mochilas equipadas.
Até que a viagem foi tranquila após sobradinho, traçamos o
destino no GPS pra formosa, e por incrível que pareça por volta de duas e meia
pra três horas chegamos lá; a estrada foi divertida, relembramos coisas de
nosso passado, historias engraçadas. A paisagem de fazendas de soja também era
bonita, vez ou outra colocávamos o tocador de mp3 no ouvido no ultimo volume e
cada um ia curtindo a viagem em seu mundo particular. GPS na mão e carro quase
voando na velocidade máxima que conseguíamos colocar. Mark me avisando por
gestos das fiscalizações eletrônica na estrada, não precisávamos de mais nada.
Cruzaríamos o país e nem perceberíamos.
Formosa é uma típica cidade do interior. Na entrada a
cidadezinha parece sem graça, mas quando vamos adentrando em seu recinto ela
vai nos surpreendendo. Aparentemente é uma cidade onde os grandes fazendeiros
comanda a economia com suas festa típicas e camionetes importadas. Logo no
começo da cidade há um condômino de luxo que nem mesmo certas casas em áreas
nobres de Brasília ousaria competir em beleza. Entretanto esperava encontrar
uma variedade maior de restaurante, barzin, sorveterias e pizzarias na cidade
devido sua forte influencia turística devido ao salto do Itiquira. Por onde
passamos vimos apenas um restaurante que realmente valia a pena visitar,
marcamos ele caso na volta desse pra comemos lá. O centro da cidade era bonito
e até organizado e até mesmo aparentemente seguro, vi muitas lojas que estavam
fechadas com mostruários de seus produtos em vitrines como em lojas de
shopping. Mas apenas, porque nas áreas mais afastadas o que predominava
na verdade era a periferia como na maioria das cidades brasileiras.
O Ipad mostrou para nós o caminho até Formosa, de lá tivemos que
nos guiar pelas placas na cidade e perguntando em postos de gasolina se
estávamos certos. Segundo o site oficial do Salto do Itiquira, a cachoeira
ficava na Rodovia da BR 440-GO, porém não tinha essa rodovia em lugar
nenhum no GPS, se nós nos perdemos estaríamos no mínimo ferrados. Paramos nos
posto, pegamos umas instruções e seguimos cortando por dentro de formosa até
uma estrada cheia de curvas, numa serra medonha, porém com muitas fazendas e
chapadas verdes limpas e muito bonitas. Passamos quase 30 minutos dirigindo e
nenhum sinal da cachoeira. Paramos em um butiquim de viagem na beira da
estrada, encontramos um senhor que estava de saída e pedimos informações, ele
com toda a gentileza do povo goiano respondeu-nos que estávamos perto, e que no
máximo andaríamos uns 8 Km até a entrada principal do ‘parque do Itiquira’.
Seguimos e após poucos minutos avistamos a esplendida cachoeira na estrada
enquanto dirigíamos até a sua encantadora beleza.
O parque do Itiquira e de uma organização absurda, nada tem
defeito. Tem um caminho todo calçado de pedras cercados por arvores belíssimas,
natureza por toda a parte e pontes de madeiras cortando o rio. A queda da
cachoeira desce de uma chapada, difícil de imaginar pela altura com seus 168
metros e você estando ali tão perto. A descida dá agua é tão violenta que mesmo
estando em uma distancia considerável (longe mesmo) você fica todo molhado
devido aos respingo devido a altura que a agua cai.
Ao chegar eu e meu amigo Mark Hulliver, pegamos as mochilas e
partimos para a base da cachoeira, que é onde a agua cai. Fomos pelas estrada
normal e ficamos surpreendido com a beleza do lugar que realmente lembra aquela
beleza singular de paisagens naturais que na maioria das vezes apenas o cinema
consegue transmitir para as pessoas. Até a base da cachoeira é fácil chegar,
subimos numa pedra, tiramos fotos, filmamos alguns cenas (não muitas, mesmo
estando longe da cachoeira o respingo da agua te deixa absurdamente molhado e
pra estraga o celular naquela situação era das coisas mais simples). Gritamos,
sentimos de verdade o que é a liberdade e a grandeza da natureza, ficamos
pasmado como Deus cria coisas tão esplendidas. Também nos odiamos por não ter
trago os coletes para podemos entrar na agua e fica debaixo da aonde a agua cai
do alto da chapada, alguns dizem que é impossível chegar lá, outros dizem que
tem uma caverna atrás da queda da agua. Na próxima iremos descobrir qual das
duas coisas é verdade ou se ambas são mentira. rrs
Nem entramos na agua e estávamos todo molhado. No dia todo tudo
o que eu havia comido era a metade de um sanduiche do SubWay, e a fome tomava
meu corpo, mas eu tava pronto pra arisca um desmaio só pra ver até onde eu
aguentava subir a trilha que levava ao topo de onde a cachoeira caia. Nem tinha
como comer primeiro, segundo alguns a trilha demorava uma hora e meia até o
alto da cachoeira e já era três e alguma coisa da tarde, se parássemos para
comer não conseguiria subir a tempo e aproveita um pouco a vista lá de cima.
Fomos do jeito que estávamos, molhado, cansado da viagem, mochila nas costas e
morrendo de fome.
Vou confessar. Durante a trilha eu chegava a me arrepender
grandemente por ter tido uma ideia tão infeliz, subir uma chapada que quase
ficava em pé de tão alta que era, cheia de pedras que rolava no menor deslize,
mata fechada, medo de bicho brabo e o cansaço tomando conta do meu ser
completamente, a única coisa que vinha na minha mente era que eu não teria
força nem de voltar com a energia que eu ainda tinha pra andar. Numa subida
simples parámos no mínimo umas cinco vezes pra descasar, mas felizmente a cada
descansada a vontade de conhecer coisas novas era maior que o desespero e a
fadiga e não sei da onde nós conseguíamos reunir força para continua.
Passamos cerca de aproximadamente uma hora nesse sufoco até
finalmente conseguimos o premio, chegamos no alto da maior cachoeira acessível
do País. Dificilmente alguém acreditaria em nós, teríamos que gravar, sei lá,
entra no MSN usar a webcam e registrar o feito de alguma forma, aquilo não
poderia ficar perdido. Pequei o notebook, sentei na beira de uma pedra que
beirava a descida da cachoeira com uma das melhores vista do mundo. Só me
restava a 3G pegar, e por incrível, quase como um milagre no meio daquele nada,
no fim do mundo tinha sinal de internet da TIM. Entrei no MSN e nada,
melhor dizendo, ninguém que se interessaria por aquilo, apenas pessoas que
provavelmente eu passaria horas e horas explicado o porque de ter feito aquilo
e no final apenas perderia meu tempo, dificilmente elas entenderia o porque de
tudo isso. Perguntei apenas pra uma menina sobre minha amiga Juhhhh, uma das
poucos que talvez se interessasse por isso, mas ela estava off então deixei pra
lá, fechei o MSN, Gravei o vídeo do começo desse post na Web Cam e desliguei
pra aproveitar o máximo aquele momento único.
Ficamos ali, vendo como ainda tem tanta coisa grandiosa no
mundo. Sonhando com o futuro nas nossas possíveis próximas viagens, e
conversando sobre como o Mark ainda teria que fazer tanta coisa doida na vida
na profissão de Jornalismo dele, rimos, ficamos na beira tocamos gaita,
banhamos na agua mais gelada que eu já entrei na vida e pegamos umas estradas
pequenas que dava a outras visões da cachoeira. A vontade de fica era enorme,
mas ainda precisávamos guarda um pouco de energia pra volta ao carro pela
trilha. Voltei cansado, mas pleno de tudo o que tínhamos feito. Quando chegamos
no parque, não tínha mais ninguém, erámos os últimos a sair, havíamos demorando
muito na trilha. A lanchonete do parque do Itiquira já tinha fechado e eu não
sabia se aguentaria ao menos dirigir de tanta fome.
Era por volta da seis e meia e já estava naquele cair de tarde
onde o sol quase não tem mais força pra brilhar, paramos na primeira lanchonete
na beira da estrada, os pedidos estava lotados, e ia demorar sair os três
mistos quentes que eu havia pedido. Tava com medo de dirigir muito tempo a
noite, peguei um ‘Cebolitos’ e uma ‘Coca’, o Mark pegou um ‘Cheetos’ e um
‘Guaraná’ e caímos na estrada comendo e ouvindo musica nos fones de ouvido até
Formosa.
Em formosa abastecemos o carro, passamos por uma praça bonita e
descemos praquele restaurante que nós vimos quando chegamos na cidade. O plano
era ir direto pra casa, mas já estávamos ferrado de qualquer forma com meu pai
mesmo, então resolvemos ficar e jantar naquela cidade. O restaurante tava
ótimo, conversamos bastante, o ambiente era bom e a comida estava maravilhosa.
Comemos até enfardar (pedimos duas poções e meia e ainda sobrou comida de tanta
coisa que veio) atualizamos os aplicativos do Ipad e do Notebook e coloquei
essas duas coisas mais útil da terra pra carregar. Lá também combinamos o que
provavelmente iremos fazer daqui alguns dias, uma coisa que isso tudo aqui vai
parece besteira, alias nem mesmo comparável com nossa viagem escondido pra São
Paulo, mas espere pra ver.
Fomos pega a estrada por volta das oitos horas da noite, o carro
tava tranquilo e pecava de tão maneiro que tava, lata de coca-cola no porta
copo, pacotes de salgadinhos, comida e chicletes, mp3, computadores e ipad
ligados indicando as rotas. Queria ver era quando chegar em casa se meu
pai também ia achar tão massa aquilo tudo, era dia dele ir pra igreja a noite
no carro e eu havia saído onze horas da manha dizendo que ia voltar no máximo
meia hora depois, e já são quase nove hora da noite e ainda nem cheguei em
casa. Relatando essa viagem, nem sei como eu ainda estou vivo. (na verdade sei,
e vou logo antecipado, não é nada bom) rsrsr
Bem, quase não há mais nada para ser relatado a partir daqui,
apenas o medo e os pensamentos tenebrosos de quando nós chegássemos em
casa e a briga com nossos pais. A viagem foi ótima, vim dirigindo, sem nenhum
surto apesar de estamos dirigindo em BR a noite e nossas carteira de motorista
serem novas. Coloquei o fone no ouvindo e vim divagando em pensamento ao som de
Alanis Morissentte. Sabíamos das consequências, vi o real sentindo da frase.
“Quem não arisca não Vive. Sobrevive!”
Não vou relatar a bronca e a ameaça de
nunca mais pega o carro dado pelos meus Pais, diante de tanta coisa boa, uma
simples discursão se torna trivialidade. Até a próxima!
=)

Ficou muito da hora !!! Mark Holliver aqui !!!.
ResponderExcluirkennyy ameii sua viagem malucaa!!
ResponderExcluircaraa tuuu ehh doidoo mermoo!!
arrisca isso tudo
pra observarr as coisas maia simples da vida, onde dinheiro nenhumm pode pagar por isso !!
parabéns!!!
Este comentário foi removido pelo autor.
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